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Falarei de Amor e Paixão!

Nome: Luci
Idade: 39 anos
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Terça-feira, Abril 20, 2004



Saudade é solidão acompanhada diria Pablo Neruda...a companhia nostálgica e única da saudade.
Saudade do que não viveu, do que não sentiu, saudade de quem não viu.
A saudade é própria dos seres apaixonados, seres solitários mas que possuem o coração acompanhado e a alma florida do mais puro amor.
Saudade tem a ver com amizade, com paixões..uma dor fininha que nos penetra o ser e nos leva ao encontro da pessoa amada, nos leva ate os ausentes, nos transporta nas asas da lembrança.
A saudade nos surpreende de repente, numa tarde chuvosa, durante uma festa, no meio de uma reunião, enfim...o peito aperta ao menor sinal da lembrança do amigo que está ausente ou do amor que foi vivido...
A saudade é a irmã da espera, prima do tempo, companheira dos corações.
Cada um de nós tem uma saudade guardada no fundo do peito ou estampada no brilho do olhar...Morre-se de saudade mas não se vive sem saudade pois ela nos renova, nos faz reviver e nos encoraja a matá-la num abraço apertado. Sim a saudade é suicida em potencial, deseja acabar-se nos braços entrelaçados, nos beijos estalados, no silencio cumplice, nas lágrimas alegres do encontro tão esperado...
A saudade me impulsiona, me faz caminhar pois sei que ali na frente essa angustia há de passar.
Hoje bateu uma saudade...saudade de alguém, saudade de conversas, saudade de cheiros, saudade de sorrisos...
Ah...se eu fosse falar de todas as minhas saudades já teria partido nos braços alados dessa valsa da noite.


Esse post foi escrito por mim em homenagem a minha amiga-irmã Luci que está distante de nós e que sente a saudade invadir seu peito todos os dias. Lu, eu te amo, sinto saudades mas sei que ela passará e a felicidade tomará conta. Beijos meus e da Tekinha que me inspirou nessa homenagem.

Dito por Carol
Grandes Amigas 8:37 PM
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Segunda-feira, Abril 05, 2004


Saber Amar...


Do ponto de vista de quem recebe, o amor ganha contornos bem diferentes daqueles existentes do ponto de vista de quem dá. E é tão raro o empate entre dar e receber!

Há pessoas absolutamente incapazes de receber o amor. Outras há que filtram o amor recebido segundo a sua maneira de ser, reduzindo (ou ampliando) o afeto ganho através de suas lentes (existenciais) de aumento ou diminuição. Quem pode dizer com segurança que sabe avaliar o amor recebido?

Outras há, ainda, que só conseguem amar quando recebem amor, não admitindo dar sem receber.

Há, também, o tipo de pessoa que não dará (amor) jamais, pois só sabe receber.

E existe aquela outra que quer e precisa receber, porém não sabe o que fazer quando (e quanto) recebe e transforma-se, então, numa carência viva a andar por aí, em todos despertando (por insuspeitadas habilidades) o desejo de algo lhe dar.

Receber o amor é como saber gastar (gostar?). Já reparou que há pessoas que não sabem gastar? Muitas sabem ganhar muito dinheiro, mas depois não o sabem gastar. Receber o amor é como saber gastar (gastar o amor de quem lhe está dando). É necessário fazer com que o investimento recebido renda frutos, juros e dividendos em que o recebe, para novos investimentos e lucros humanos. Há quem o saiba fazer (ou seja, saiba receber). Há quem não o saiba e gaste o (amor) recebido de uma só vez, sem qualquer noção do quanto custou para quem o deu.

O problema de receber o amor é fundamental, porque ele determina o prosseguimento ou não da doação.

O núcleo do problema está na forma pela qual cada pessoa recebe o amor, modelando-o.

De que valerá um amor maior do que o mundo, se a forma pela qual se o recebe é diminuta? Um amor de pequena estatura doado a alguém pode ser recebido como a dádiva suprema. Será (soará), então, enorme!

Daí que amor está também, além de dar, em saber receber. Saber receber, embora pareça passivo, é ativo. Receber, se possível avaliando a intensidade com que é dado e, se for mais possível, ainda, retribuir na exata medida. Saber receber é tão amar quanto doar um amor.

Se todos soubessem receber, não haveria a graça infinita dos desencontros do amor, geradores dos encontros.

Receber o amor é tão difícil quanto amar! É que amar desobriga e receber o amor parece que prende as pessoas, tutela-as e aprisiona-as quando deveria ser exatamente o contrário, pois saber receber é tão grandioso e difícil quanto saber dar.


Artur da Távola

Dito por Carol



Grandes Amigas
11:44 PM
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